quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Mas e se de repente as entidades de classe fossem independentes?

As críticas acerca de como agem as Entidades de Classes e sindicatos, aqui no Brasil, são sempre muito duras, de forma geral. Entretanto, nem sempre a mudança na gestão consegue resolver os vários problemas presentes. Às vezes, até os pioram! Mas o que será, de fato, que provoca este entrave nos sindicatos e entidades? Será verdade que os representantes acabam sucumbindo a algum tipo de atrativo que promove alguma subserviência?
Existem inúmeros sindicatos e inúmeras Entidades de Classe, no Brasil. Portanto, vamos tentar analisar um objeto mais próximo de nós. O que acham de analisar o CRB2, o Sindicato e o Centro Acadêmico de Biblioteconomia e Documentação, daqui de nossa região (Norte)? Para evitar alguma tendência política, vou tentar encontrar os pontos positivos e negativos, para assim tentar promover uma reflexão sobre os caminhos das nossas entidades.
Mas antes de começar acredito ser importante ressaltar a importância de todos neste processo, pois não adianta reclamar por seus direitos enquanto ficam em débito com os seus deveres. A participação deve ser em todos os sentidos.
A classe bibliotecária brasileira, assim como todos os agentes ligados a educação, sofre com a falta de reconhecimento, visibilidade, investimentos e enfim... Sofre em todos os sentidos e de todas as maneiras. Além da questão cultural, vamos tentar analisar, de forma mais crítica, o que ainda nos leva a sermos enxergados como meros guardadores de livros.
Não consigo lembrar que profissão conseguiu ascender sem participação política. Ah! Lembrei! A prostituição! Mas calma! Sem participação política! Até as meretrizes tinham participação, seja direta ou indireta. Alguém duvida?
Mas e se de repente todos nós começássemos a participar de forma mais ativa no nosso Conselho, dentro do nosso Sindicato (se é que ele já existe) e até mesmo, na academia, dentro de nosso Centro Acadêmico? Será que ainda seríamos vistos como guardadores de livros? Se houvesse um comprometimento por parte de todos, será que o Luis Antônio Giron, colunista da Revista Época, falaria o que falou sobre nossa classe? “Geronismos” a parte, a visão preconceituosa sobre o que não conhecemos precisa ser superada com esclarecimento e, sobre tudo, pela procura do conhecimento. Para criticarmos alguém, ou alguma coisa, é preciso conhecer suas funções, limitações, razões e etc. Sem isso seremos todos “Girons”.
Mas e se de repente todos os profissionais bibliotecários contribuíssem com o Conselho? Já vi muita crítica sobre como age o Conselho Regional de Biblioteconomia – 2ª Região. Tudo bem, precisamos cobrar mesmo! Mas quem participa dele não somos nós mesmos? Porque ainda existe tanta inadimplência? Como pode haver um Conselho autônomo se os profissionais que lá estão trabalham para as instituições que deveriam fiscalizar? Incoerência! Há várias questões a serem discutidas sobre esse assunto, mas com certeza a falta de autonomia pode ser (se não a principal) uma das principais questões.
O Sindicato de Biblioteconomia do Pará. Existe isso? Nunca vi! Mas lembro-me de ouvir alguma coisa a respeito. O que faz a Associação? Indagações pertinentes, mas será que não está havendo uma sobrecarga nestes profissionais? A ideia de se criar um Sindicato, Associação entre outros nunca foi ruim. Ruim está sendo a resposta que os profissionais estão dando à estas iniciativas.
Onde começa a maturidade política? Isso depende muito! Mas e se de repente todos os acadêmicos, maduros ou não, começassem a participar mais ativamente das propostas, projetos e todas as atividades ligadas à Academia? E se nosso Centro Acadêmico fosse mais horizontal?
As formas como são conduzidas as situações resultam diretamente no sucesso ou não dos projetos e das iniciativas. A participação de todos nas suas entidades são os alicerces de uma estrada que nos levará à mudança! Sem nossa participação nas Entidades não poderá haver representação.