As críticas acerca de como agem as Entidades de
Classes e sindicatos, aqui no Brasil, são sempre muito duras, de forma geral.
Entretanto, nem sempre a mudança na gestão consegue resolver os vários problemas
presentes. Às vezes, até os pioram! Mas o que será, de fato, que provoca este
entrave nos sindicatos e entidades? Será verdade que os representantes acabam
sucumbindo a algum tipo de atrativo que promove alguma subserviência?
Existem inúmeros sindicatos e inúmeras Entidades de
Classe, no Brasil. Portanto, vamos tentar analisar um objeto mais próximo de
nós. O que acham de analisar o CRB2, o Sindicato e o Centro Acadêmico de
Biblioteconomia e Documentação, daqui de nossa região (Norte)? Para evitar
alguma tendência política, vou tentar encontrar os pontos positivos e
negativos, para assim tentar promover uma reflexão sobre os caminhos das nossas
entidades.
Mas antes de começar acredito ser importante
ressaltar a importância de todos neste processo, pois não adianta reclamar por
seus direitos enquanto ficam em débito com os seus deveres. A participação deve
ser em todos os sentidos.
A classe bibliotecária brasileira, assim como todos
os agentes ligados a educação, sofre com a falta de reconhecimento,
visibilidade, investimentos e enfim... Sofre em todos os sentidos e de todas as
maneiras. Além da questão cultural, vamos tentar analisar, de forma mais
crítica, o que ainda nos leva a sermos enxergados como meros guardadores de
livros.
Não consigo lembrar que profissão conseguiu
ascender sem participação política. Ah! Lembrei! A prostituição! Mas calma! Sem
participação política! Até as meretrizes tinham participação, seja direta ou
indireta. Alguém duvida?
Mas e se de repente todos nós começássemos a
participar de forma mais ativa no nosso Conselho, dentro do nosso Sindicato (se
é que ele já existe) e até mesmo, na academia, dentro de nosso Centro
Acadêmico? Será que ainda seríamos vistos como guardadores de livros? Se
houvesse um comprometimento por parte de todos, será que o Luis Antônio Giron,
colunista da Revista Época, falaria o que falou sobre nossa classe? “Geronismos”
a parte, a visão preconceituosa sobre o que não conhecemos precisa ser superada
com esclarecimento e, sobre tudo, pela procura do conhecimento. Para criticarmos
alguém, ou alguma coisa, é preciso conhecer suas funções, limitações, razões e
etc. Sem isso seremos todos “Girons”.
Mas e se de repente todos os profissionais
bibliotecários contribuíssem com o Conselho? Já vi muita crítica sobre como age
o Conselho Regional de Biblioteconomia – 2ª Região. Tudo bem, precisamos cobrar
mesmo! Mas quem participa dele não somos nós mesmos? Porque ainda existe tanta inadimplência?
Como pode haver um Conselho autônomo se os profissionais que lá estão trabalham
para as instituições que deveriam fiscalizar? Incoerência! Há várias questões a
serem discutidas sobre esse assunto, mas com certeza a falta de autonomia pode
ser (se não a principal) uma das principais questões.
O Sindicato de Biblioteconomia do Pará. Existe isso?
Nunca vi! Mas lembro-me de ouvir alguma coisa a respeito. O que faz a Associação?
Indagações pertinentes, mas será que não está havendo uma sobrecarga nestes
profissionais? A ideia de se criar um Sindicato, Associação entre outros nunca
foi ruim. Ruim está sendo a resposta que os profissionais estão dando à estas
iniciativas.
Onde começa a maturidade política? Isso depende
muito! Mas e se de repente todos os acadêmicos, maduros ou não, começassem a
participar mais ativamente das propostas, projetos e todas as atividades
ligadas à Academia? E se nosso Centro Acadêmico fosse mais horizontal?
As formas como são conduzidas as situações resultam
diretamente no sucesso ou não dos projetos e das iniciativas. A participação de
todos nas suas entidades são os alicerces de uma estrada que nos levará à
mudança! Sem nossa participação nas Entidades não poderá haver representação.
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